23 de novembro de 2007
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul divulgou, em 23 de novembro de 2007, laudo que aprova 13 marcas de leite longa vida para consumo. O site G1 (da Globo) noticiou o anúncio do resultado:
Secretaria da Saúde divulga laudo sobre leite no RS
Do G1, em São Paulo, com informações da RBS TV
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou nesta sexta-feira (23) o resultado da análise do Laboratório Central do Estado (Lacen) em 13 das 24 marcas de leite longa vida comercializadas em todas as regiões do Estado. De acordo com o laudo, as amostras não apresentaram nenhum tipo de adulteração ou contaminação por bactérias nocivas à saúde e o produto pode ser consumido.
A análise foi feita depois que foram encontradas soda cáustica e água oxigenada em três marcas de leite em Minas Gerais. A Secretaria da Saúde recolheu doze amostras do mesmo lote de cada marca em quatro cidades gaúchas.
As marcas de leite aprovadas são: Danby (lote1 e 2), Hamburguês, Só Milk, Ibajé, Unileite, Santa Clara, Parmalat, Piá, Bom Gosto, Batavo, Elegê e Sulino.
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23 de novembro de 2007
O Ministério Público Estadual e o Procon de Mato Grosso do Sul divulgam, em 23 de novembro de 2007, laudo que aprova a qualidade do leite da marca São Gabriel. Na reportagem do site Midia Max News, Cleuner Alves, diretor da empresa, afirma que a irregularidade apontada em um outro laudo, do Ministério Público de Goiás, não existe:
MPE e Procon atestam qualidade do leite produzido no Estado
João Prestes e Alcindo Rocha
O leite longa vida da marca São Gabriel, tanto o integral quanto o desnatado, atende aos padrões de qualidade estabelecidos pelo Mapa (Ministério de Agricultura e Pecuária), afirmou em entrevista coletiva nesta tarde (23) a coordenadora das Promotorias de Justiça do Consumidor, Marigô Bittar Bezerra. Ela foi sucinta ao comentar os resultados de dois laudos encomendados aos laboratórios Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), ligado à Secretaria de Saúde, e Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário), do Ministério.
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21 de novembro de 2007
O Procon de Blumenau liberou no dia 16 de novembro as vendas do lote de leite integral longa vida da marca Mu-Mu que haviam sido suspensas preventivamente no dia 13. A entidade reconheceu a necessidade de uma nova análise do produto a partir dos parâmetros da Portaria 370 do Ministério da Agricultura, que estabelece como testar a qualidade do leite UHT.
O texto, além de determinar a medição da acidez em ácido lático, não inclui o teste de alcalinidadade nas cinzas como método eficaz para verificar a presença de substâncias como soda cáustica no produto. Uma declaração da fiscal do Sistema de Inspeção Federal (SIF) Adriana Neves explica que a adição de citrato de sódio pode alterar a alcalinidade do produto final e dar um falso resultado.
A Folha de Blumenau noticiou a decisão no dia 17 de novembro de 2007:
Procon libera leite Mu-Mu, mas pede novo teste ao IPTB
O Procon de Blumenau liberou, sexta-feira (16), o lote de leite integral longa vida da marca Mu-Mu cuja venda foi suspensa preventivamente desde a última terça-feira (13), depois de análise encomendada pela Folha e realizada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de Blumenau (IPTB), da Universidade Regional de Blumenau (Furb), ter constatado uma alteração no índice de alcalinidade do produto. Clique aqui para ler o restante do texto »
15 de novembro de 2007
Leia o artigo de Jorge Rubez, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite - Leite Brasil, publicado na seção “Tendências/Debates” da Folha de S.Paulo no dia 15 de novembro de 2007.
A FRAUDE no leite em duas cooperativas mineiras gerou especulações e colocou em xeque a produção brasileira, como se todo o nosso leite estivesse fraudado. A Operação Ouro Branco, deflagrada pela Polícia Federal, trouxe reflexão ao mercado lácteo e também às autoridades sanitárias brasileiras. O comunicado conjunto do Ministério da Agricultura e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Ministério da Saúde, confirmou nossas declarações de que se trata de uma fraude de natureza econômica que representa uma parte insignificante do leite processado no país.
A legislação brasileira não permite a adição de soro ao leite nem os produtos químicos utilizados pelas duas cooperativas acusadas, Coopervale e Casmil. Os fraudadores, além de presos, precisam ser investigados, indiciados, julgados e, se realmente culpados, devem ser condenados na forma da lei. Clique aqui para ler o restante do texto »
14 de novembro de 2007
Os jornais O Globo e Extra noticiaram, em 14 de novembro de 2007, que as 56 amostras de leite longa vida avaliadas pela Vigilância Sanitária do Rio estão em conformidade com a composição do produto.
RIO - As 56 amostras das 50 cooperativas de leite longa vida consumidas no Rio que foram coletadas pela Força-Tarefa no fim do mês passado não apresentaram alteração na composição do produto. Segundo a Vigilância Sanitária estadual - que participa do grupo com as secretarias estaduais de Agricultura e de Saúde, além do Ministério Público Estadual - as análises não constataram até agora nada de anormal no leite de caixinha vendido no estado.
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10 de novembro de 2007
Agência Brasil noticiou, no dia 23 de outubro de 2007, a declaração da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segundo a qual a fraude denunciada pela Polícia Federal ocorreu na produção (leite cru), e não no produto final (leite longa vida, pasteurizado, em pó, além de outros produtos lácteos).
Anvisa diz que adulteração do leite ainda não foi constatada em produtos à venda
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que o problema da adulteração do leite com substâncias impróprias para o consumo humano foi encontrado apenas na produção e não no produto final que vai às prateleiras. Clique aqui para ler o restante do texto »
9 de novembro de 2007
Em 9 de novembro de 2007, o jornal O Observador anunciou que nenhum dos lotes de leite longa vida analisados por um laboratório em Rondônia apresentou irregularidades em testes físico-químicos e microbiológicos.
Laboratório em Rondônia não identifica irregularidades em produtos
O Laboratório Labol, único do Estado de Rondônia que realiza análises microbiológicas e físico-químicas em todo tipo de alimentos e água, realizou recentemente testes em lotes de leite longa vida (UHT) para detectar possíveis irregularidades nesses produtos com relação à presença de soda cáustica e peróxido de hidrogênio (água oxigenada).
As marcas analisadas foram Parmalat Leite Semi-Desnatado - Lote: OPA0210, Parmalat Leite Integral - Lote: OPA0216, Parmalat Leite Desnatado - Lote: OPA0211, Italac Leite Light - Lote: 2 13:00, Italac Integral - Lote: 1 06:00, Tradição Leite Integral - Lote: 1 A 7, Tradição Leite Desnatado - Lote: 1 B 2, no período de 24/10/2007 a 05/11/2007, amostras adquiridas em um dos supermercados da capital no último dia 24.
Segundo o químico Cícero Hênio Marques, foram realizadas as análises físico-químicas nas amostras e o resultado não apresentou nenhuma irregularidade em todos parâmetros analisados, principalmente na adulteração com soda cáustica e peróxido de hidrogênio (água oxigenada), conforme encontradas no leite produzido no Estado de Minas Gerais. O químico esclareceu que estes resultados valem apenas para os lotes que foram acima citados.
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9 de novembro de 2007
No dia 9 de novembro de 2007, o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que testes nos lotes de leite da Parmalat, Calu e Centenário não revelaram presença de soda cáustica e água oxigenada:
Anvisa interdita lotes de leite analisados pela Funed
Nesta sexta-feira (9), laudos do laboratório de saúde pública do estado de Minas Gerais, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), chegaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informando que foram constatadas “não conformidades” em 19 lotes de leite tipo longa vida UHT integral das marcas Parmalat, Calu e Centenário. Nenhum dos testes, porém, apresentou soda cáustica ou água oxigenada no leite analisado.
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7 de novembro de 2007
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse em audiência pública conjunta que reuniu senadores em Brasília, que não existe crise do leite no país. Segundo ele, a fraude detectada pela Polícia Federal em Minas Gerais foi pontual. No dia 7 de novembro, o site do ministério informou a posição de Stephanes:
Stephanes esclarece fiscalização do leite no Senado
Brasília - Em audiência pública conjunta, nesta quarta-feira, no Senado Federal, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, afirmou que o ministério tem tomado todas as ações necessárias para garantir a saúde dos consumidores de leite no Brasil. A audiência pública conjunta reuniu senadores das Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA); de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), para tratar das fraudes identificadas, no mês passado, em cooperativas produtoras de leite.
De acordo com Stephanes, “não há uma crise no setor, os desvios que aconteceram são pontuais e devem ser tratados como tal”. O ministro afirmou que não faltarão recursos para a defesa agropecuária no Brasil, mas que não acredita que os problemas encontrados no leite possam ser atribuídos à falta de recursos ou de pessoal. “Os problemas são relacionados à necessidade de planejamento e à capacidade operacional”, informou.
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6 de novembro de 2007
Em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 6 de novembro de 2007, o promotor Paulo Márcio da Silva afirma que Nestlé e Parmalat são vítimas da fraude da qual é suspeita a Casmil. A adulteração foi constatada após divulgação de um laudo do Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário), que deixa bastante claro que o problema restringe-se ao leite cru.
Laudo de laboratório federal aponta água oxigenada em leite cru da Casmil
Paulo Peixoto
Da Agência Folha, em Belo Horizonte
Marcelo Toledo
Da Folha Ribeirão, em Passos (MG)
Laudo emitido pelo Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário) com resultados das análises do leite produzido pela Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro) apontou presença de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) no produto cru resfriado.
A Folha obteve cópia do laudo produzido pelo laboratório, vinculado ao Ministério da Agricultura. O resultado do trabalho foi entregue ao Ministério Público Federal em Passos (356 km de Belo Horizonte), onde fica a Casmil.
A adição da água oxigenada, segundo os técnicos do laboratório, pode mascarar más condições de higiene.
A Nestlé e a Parmalat eram as principais compradoras de leite cru da Casmil. A comissão de intervenção nomeada pela Justiça para a cooperativa informou que, dos 180 mil litros vendidos diariamente para outras empresas, 100 mil litros seguiam para as duas gigantes do setor e o restante era vendido para pequenas empresas. O promotor Paulo Márcio da Silva afirmou que, inicialmente, a apuração mostra que Nestlé e Parmalat são vítimas e adquiriam o produto sem saber da adulteração.
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