Análises de qualidade

Cuidados com o leite longa vida começam antes da ultrapasteurização

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabelece parâmetros para a produção do leite consumido no país. Controle sanitário dos rebanhos e regras sobre a coleta e o transporte do leite cru até a indústria são as primeiras exigências do governo brasileiro para garantir a segurança de um dos principais alimentos do brasileiro.

A avaliação do leite cru resfriado que chega aos laticínios em caminhões-tanques isotérmicos também é obrigatória. Análises físico-químicas e de composição apontam a qualidade da matéria-prima. Os procedimentos são os mesmos não importa a que fim ela se destine, seja à produção de leite de consumo - pasteurizado, longa vida ou em pó - ou à fabricação de derivados - iogurtes, queijos, manteiga etc.

Os técnicos colhem amostras de cada um dos compartimentos dos caminhões que levam o leite às empresas antes que o descarregamento da mercadoria seja autorizado. Se o produto for reprovado em apenas uma das análises, não pode ser beneficiado e consumido.

O leite é uma combinação de elementos sólidos diluídos em água. De sua composição, 87% é água. Os 13% restantes correspondem aos elementos sólidos: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais e vitaminas que formam o chamado extrato seco.

Uma das análises é a crioscopia, que mede a quantidade de água nas amostras colhidas. Pela temperatura de congelamento, é possível saber se o produto foi adulterado.

Outras análises a que o leite cru é submetido avaliam os níveis de gordura e de densidade e a presença de elementos como redutores (substâncias alcalinas, entre as quais a soda cáustica), inibidores (antibióticos) e reconstituintes (açúcares, como a sacarose).

Todos esses procedimentos visam a garantir a qualidade do leite cru que será utilizado para fabricar todos os produtos lácteos, inclusive o leite longa vida. Portanto, se o leite cru for reprovado em qualquer uma das análises de qualidade, será rejeitado e devolvido ao fornecedor.