Os laudos finais sobre o que aconteceu em Minas Gerais comprovaram que, em nenhum momento, a adição de soda cáustica ou água oxigenada foi detectada em leite longa vida. Houve uma incorreção no início da divulgação da investigação associando a fraude ao longa vida quando, na verdade, ela foi detectada no leite cru. Inclusive, uma das cooperativas mineiras que estão sendo investigadas nem produz leite longa vida.
18 de dezembro de 2007
O jornal Diário de S.Paulo publica, em 18 de novembro de 2007, reportagem em que destaca o iminente lançamento do selo de qualidade do leite longa vida, pela Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV). Também explica que não há nenhuma análise ou laudo que tenha detectado a presença de substâncias como soda cáustica ao longa vida e sintetiza os procedimentos da indústria com relação à matéria-prima.

7 de dezembro de 2007
O Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul divulgou, em 7 de dezembro de 2007, que cinco marcas de longa vida foram aprovadas após análises. Esse laudo complementa as análises anunciadas no mês anterior que recomendavam para consumo outras 13 marcas de leite longa vida.
Saúde garante qualidade de cinco marcas de leite consumido no Estado
A Secretaria da Saúde divulgou nesta sexta-feira (7) o resultado de análise em cinco marcas de leite comercializado no Rio Grande do Sul. Segundo avaliação do Laboratório Central do Estado (Lacen), as marcas Sulino, Somilk, Hamburgês, Parmalat e Latvida não apresentam nenhum tipo de contaminação por bactérias nocivas à saúde. O leite está apto ao consumo humano.
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5 de dezembro de 2007
Ao publicar reportagem sobre a divulgação de análises realizadas pelo Instituto Nacional de Criminalística, em 5 de novembro de 2007, O Estado de São Paulo afirma que os altos índices de alcalinidade detectados nas amostras não devem ser considerados prova cabal da presença de soda cáustica no leite. Outras substâncias também poderiam causar essa alteração no teor, entre as quais carbonato e bicarbonato.
Laudo não confirma presença de soda cáustica em leite
Água oxigenada também não foi comprovada, apesar do teor alcalino
Vannildo Mendes
(Brasília)
Laudos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) divulgados ontem pela Polícia Federal atestam a adição de água, açúcar, sal, citrato, soro e outros produtos estranhos em 12 das 13 amostras de leite coletadas em duas cooperativas do triângulo mineiro, suspeitas de fraudes na produção, mas em nenhum momento confirmam categoricamente que encontraram vestígios de soda cáustica nas amostras, como vinha afirmando a polícia desde a operação Ouro Branco, desencadeada em outubro passado. Em dez das amostras, foi encontrado elevado teor de alcalinidade, indicando a presença de elementos químicos para mascarar a adição de água e a deterioração do produto pela ação de bactérias.
Os laudos dizem que um dos causadores de alcalinidade pode ser a soda cáustica, usada para aumentar o volume de leite, mas admitem também a hipótese de que essa alteração seja provocada por citrato de sódio e outros sais, como o carbonato e o bicarbonato, além de fosfatos e cloreto de sódio. Também não comprovam o uso de água oxigenada, igualmente diagnosticado pela PF com base em análises preliminares.
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28 de novembro de 2007
Em 28 de novembro de 2007, o Jornal da Cidade (Bauru) publica nota da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) que corrige artigo publicado anteriormente e esclarece que as adulterações apontadas pela Operação Ouro Branco restringem-se tão-somente ao leite in natura, o leite cru:

28 de novembro de 2007
Nilson Muniz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida, assina artigo publicado pelo jornal Diário do Grande ABC (SP), em 28 de novembro de 2007. No texto, Muniz esclarece que não existe qualquer comprovação ou laudo que aponte a adulteração do leite longa vida por adição de substâncias químicas impróprias para consumo humano.
Denúncias e opiniões sem fundamento sobre o leite longa vida
Muito tem se falado sobre as adulterações no leite. Porém, tão graves quanto as fraudes podem ser as denúncias e as opiniões sem fundamento que espalham desinformação e medo entre a população. Atribuiu-se aos produtores de leite longa vida a fraude de adição de água oxigenada e soda cáustica ao produto pelas cooperativas Casmil e Copervale, mas a presença desses contaminantes foi detectada somente no leite cru, não no leite longa vida.
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